Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Pés na Terra, Cabeça na lua

Para ler e sentir.

Pés na Terra, Cabeça na lua

Para ler e sentir.

Vulnerabilizo-me.

Design sem nome.png

Vulnerabilizo-me.

Dispo-me sem tirar a roupa física.

Tiro as minhas roupas mentais e fico nua. Eu e as minhas emoções. E o que elas me dizem. Ganho consciência. Sentimentos ocultos, escondidos debaixo de tapetes. Sentimentos que um dia estiveram em cima da mesa mas o tempo não era certo. Foram postos de parte, esquecidos, arrumados. Na verdade nunca os deitei fora. Apenas os exclui momentaneamente.

Como um vestido comprado para uma ocasião especial. Só que essa ocasião acaba por nunca chegar, e o vestido lá está, intacto no roupeiro à espera do momento certo. Até que um dia, olho para ele e apercebo-me do quanto ele me fica bem, e que estupidez que é tê-lo guardado quando poderia usá-lo e sentir-me bem. E nesse momento, esqueço-me dessa ideia da "ocasião especial" e visto-o para as saídas mais banais. Se calhar o momento certo não existe. Ou se calhar o momento certo é esse momento em que ganhamos consciência das coisas, e não ganhámos antes porque não era o momento certo. 

Aqui esse vestido são esses sentimentos. Os tais sentimentos e realizações, o ganhar consciência dos mesmos e aprender a lidar. Não vale a pena voltar a arrumá-los porque de tempos a tempos revisito-os. E cada vez que olho para eles vejo algo diferente. Vão ganhando definição, perdendo a abstração, porque eu acabo por aceitá-los. Aceito que não posso controlar. Fazem parte de algo superior. Do plano divino. Por isso mesmo, andam num vaivém até chegar o dia em que os abraço, aceito e decido lidar com eles. Integrá-los na minha nova realidade. No entanto, aceitá-los e integrá-los implica baixar a guarda, pôr de parte os egos, ter bem presentes a força e a coragem para lidar com este desconhecido, com estes pontos de interrogação e reticências. 

De momento sinto-me na torre. Numa torre em chamas onde já não consigo mais permanecer. Já estive aqui demasiado tempo. Já me sinto intoxicada pelo fumo, e estou prestes a perder os sentidos. Está na hora de saltar. Navegar por mares nunca antes navegados e pisar solos nunca antes pisados. Por outro lado, o conforto do conhecido e não tão agradável mas seguro, "ficar na mesma". Paragem. Indecisão. Dúvida. Questiono-me. Vezes e vezes sem conta. Ponho em causa A, B, C e D. Ganho certezas. Vejo medos. Estou quase a agir. Detenho-me por olhar para o passado. Não faço nada. Arrependo-me da minha inércia.

Dualidades? Sure. Polaridades? Yes. Nunca vais saber se não fizeres. Porquê procurar respostas no exterior, se as respostas estão dentro de nós?

.

.

.

Será que esse dia chegou? 

 

Di*

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais visitados

    Arquivo

    1. 2022
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2021
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2020
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2019
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2018
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    Em destaque no SAPO Blogs
    pub