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Pés na Terra, Cabeça na lua

Para ler e sentir.

Pés na Terra, Cabeça na lua

Para ler e sentir.

Caminhos

O caminho faz-se caminhando, como dizem. Sempre que damos um passo estamos a caminhar em alguma direção. Mesmo que inicialmente não estejamos cientes da mesma.

Cada passo dado no caminho vai ser diferente do anterior. Não há passos iguais. Apesar de muitas vezes parecer que tudo está igual e que não há alterações.

É verdade.

Provavelmente a paisagem não vai mudar imediatamente. Na verdade, muitas das vezes já estamos a caminhar há um tempo considerável e a paisagem ainda não mudou. É normal... quando estamos por exemplo a fazer uma viagem de carro vamos observando diferentes paisagens e cenários, mas muitas vezes estes são semelhantes. Só quando saímos por exemplo da nossa região, é que nos deparamos com cenários diferentes. E por isso, também existem vezes em que este não muda de todo. Porque não nos afastámos muito do local da partida. 

Se aplicarmos isto ao nosso caminho, à nossa vida, o que quero transmitir é que muitas vezes estamos a dar passos num certo caminho e não vemos mudanças. Mas isso não implica que elas não vão acontecer ou que não estejam prestes a acontecer.

Simplesmente não acontecem de imediato. Pois tal como na analogia ao caminho - estrada, muitas vezes a paisagem só muda quando saimos da nossa região.

Voltando à vida, esse sair da nossa região é o sair da nossa zona de conforto. Por vezes temos de seguir em frente, mesmo sem saber bem onde vamos, porque o caminho acontece para a frente.

Se ficarmos sempre no mesmo lugar, vamos ser visitados pela monotonia. Por outro lado, se caminharmos apenas para trás, vamos voltar ao que já conhecemos - hello nostalgia! -, que também não é a direção certa para avançar, para evoluir.

Por isso só nos resta ir em frente. Claro que depois vão existir tantos caminhos quanto possibilidades, mas cabe-nos escolher, muitas vezes sem grandes certezas, apenas usando a nossa intuição. Isto é nos casos em que estamos a caminhar sem direção.

Nos restantes em que sabemos onde estamos a ir, e que escolhemos aquele caminho propositadamente, temos de nos relembrar que muitas vezes a paisagem só muda quando a caminhada é longa. Mas isso não deve ser motivo para voltar para trás.

Temos sempre de seguir em frente, com determinação e confiança. Provavelmente chegará a um ponto em que estamos tão cansados que nos deitamos, só para descansar um pouco, e quando acordamos apercebemo-nos que o cenário mudou, e que estamos onde queremos estar - ou mais próximos disso.

Agora, há uma coisa muito importante que nunca devemos esquecer. É aproveitar a viagem, o caminho. Pois vivemos no presente, e por muito que haja vontade e desejo de chegar ao destino, a vida está a acontecer no presente. A cada momento, a cada passo dado.

 

E seguimos caminhando! 

 

Love,

Di

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Inim(igo)EGO

Ora boas,

 

Este post tem andado entalado, numa ameaça constante de que vai sair, mas nunca sai... 

É como se cada vez que tenho o impulso de escrever este post, o meu inimEGO acaba por me impedir. Como se não quisesse ficar imortalizado no mundo digital e preferisse desvanecer-se por entre os meus pensamentos.

Mas hoje decidi tirar-te da minha cabeça e dar-te forma. Enfim, vou deixar-me de tretas.

Este post podia chamar-se amEGO, e seria uma bajulação a este mesmo, dizendo maravilhas e pintando-o como sendo algo fantástico, e nesses entretantos iriamos vê-lo a crescer, e crescer, e crescer, até já não caber na caixa de texto, na sala, no país, no mundo, no universo. Mas foi por isso mesmo que preferi apelidá-lo de inimEGO. A ideia foi vir deixar aqui uma chamada de atenção para o seu poder nefasto.

Em primeiro lugar, é importante referir que esta é uma perspectiva, e apenas uma chamada de atenção. O ego representa a vontade do EU. Portanto ninguém está a dizer para o silenciarmos por completo. É importante ter vontade, e autoconhecimento suficiente para saber quais as nossas necessidades, vontades, desejos, barreiras, enfim tudo isso. 

O que acontece quando criamos uma relação intíma com o nosso ego? Quando nos tornamos um só com ele, e a sua voz é a que fala mais alto? 

É caso para dizer que está o caldo entornado. Porquê? Porque ele não tem limites, nem barreiras. Assume as rédeas da nossa vida e torna-se um ditador, que nos torna escravos dele.

Avareza, Gula, Inveja, Ira, Luxúria, Preguiça e Vaidade. O que tem em comum estas palavrinhas? 

São os famosos 7 pecados mortais, sim. O que é que eles representam? Muito resumidamente, a vontade do ego. Deixar o ego andar à sua livre vontade e assumir o comando da máquina, é como abrir as cavalariças repentinamente. Lá vai ele disparado.

O ego, a tal vontade do eu, não tem limites quando está no comando. É infinita. Tudo é possível, para satisfazer a minha vontade e o meu desejo. Não há barreiras.

Exemplos:

Se apenas me relaciono com pessoas para elas me satisfazerem, assim será, e a partir do momento em que o deixar do ser, já não as quero ver à frente.

Sei que tenho trabalho para fazer, um acumulado de tarefas, mas ele diz-me "Não tenhas pressa... Relaxa mais um bocadinho... Vê mais um filme..."

A sorte ou azar também são criações do ego: "aquela tal pessoa é uma sortuda do caraças... nasceu com o rabo virado para a lua...tudo o que faz lhe corre bem // recebe X // faz uma vida X... quem me dera, mas não tenho sorte nenhuma (diz a pessoa em questão que ainda não mexeu o rabo do seu sofá e não faz nada para as coisas acontecerem na sua vida)

Enfim, estes são pequenos exemplos. Mas funciona muito assim.

O ego arranja-nos desculpas, justificações, pretextos, discursos de vitimização, criação de bodes expiatórios, enfim, tudo o que contribua para a o nossa auto-sabotagem. Fazer o mínimo possível, obtendo resultados máximos. No final provavelmente o que vamos ter no prato é desilusão, tristeza, desmotivação, frustração. Do estilo "tinha tanta coisa para fazer mas ouvi apenas aquela vozinha que dizia para fazer mais tarde. Fui adiando, adiando, e agora já estou em contra-relógio". Já devem estar a imaginar que sensações emergem numa situação destas.

Portanto, a minha mensagem de hoje é: conhece-te. Conhece-te tão bem, que saibas imediatamente reconhecer quando o ego assume o comando, e quando isso acontecer, põe-lhe um travão.

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Love 

Di

A Magia da Energia

Hoje apeteceu-me enveredar por outros caminhos. Utilizar as estradas nacionais em vez de Autoestradas ou Itinerários Complementares.

O que quer dizer isto trocado por miúdos?

Estava a falar com um grande amigo meu sobre o post, e ele sugeriu-me energia. Por acaso, é só um dos meus tópicos preferidos, então veio mesmo a calhar. E quando digo que vou enveredar por outros caminhos, quero dizer que vou escrever aquilo que penso sobre este tópico em questão. E atenção: é isso que eu faço sempre que escrevo, mas normalmente escrevo sobre coisas menos "etéreas".

Felizmente, como muitos outros, a energia é um tópico que pode ser abordado de diferentes perspetivas. Se a minha área fosse a Ciência, entraria aqui a pés juntos, iniciando com os átomos e navegando por aí fora.

Mas não é. De todo. De longe. A minha abordagem à energia é a mais simples possível. Baseada no que vejo e sinto. 

E então qual é? (perguntam as vozes dos leitores em uníssono)

Muito simples! Em primeiro lugar é preciso uma coisa chamada atenção. É preciso estar atento aos detalhes, para poder tomar consciência de como funciona a energia. Dentro da alínea atenção, temos os nossos pensamentos - ter atenção aos pensamentos é essencial. 

De acordo com a minha perspetiva, todos somos energia. Estamos constantemente a emanar energia. Os chineses e os japoneses têm uma palavra para isto: o Qi ou o Ki, que significa energia universal. Porque está em todas as coisas. Tanto no Shiatsu como no Reiki trabalhamos com esse Qi ou Ki e pômo-lo em movimento. Agora, dentro da energia, existem frequências, tal como nos rádios. E tal como nos rádios, nós temos o poder de escolher a frequência onde queremos estar. Pode ser lá em cima, numa frequência elevada ou lá em baixo, a roçar o submundo. Fazer isto é mais fácil do que parece. Tudo começa com uma avaliação daquilo que é a nossa vida, tentar perceber o que está mal e o que queremos mudar, e fazer por isso, definir metas/objetivos. 

A ideia de que algo cai do céu e de que as transformações acontecem de repente é totalmente errónea. Tudo requer trabalho e esforço, até mesmo a cura. 

Neste caso concreto, o elevar a frequência da nossa energia e mantê-la elevada, é um trabalho contínuo. Mas é um trabalho muito compensador, é uma árvore que dá frutos abundantes, que nos dão as vitaminas necessárias para continuar. Há que referir também, que nesse conceito de Qi ou Ki é dito que a energia se move em espiral. Por isso, arrisco-me a dizer que somos responsáveis por criar as nossas próprias espirais - de má ou boa energia, a escolha é nossa.

Muitos podem ler este texto e dizer que são balelas e que estou errada e não é nada assim. E eu aceito. Todos somos livres de ter a nossa opinião, I guess, por isso partilho aqui a minha. Para que possa inspirar alguém, e mostrar que sim, é fazível. Não está só ao alcance de alguns, está ao alcance de todos. Daí ser a magia da energia. É um campo da magia onde todos podemos ser os mágicos. Basta querermos (do fundo do nosso coração).

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*Achei que esta imagem era ideal para isto!  Ele está a segurar uma bola de Qi, um exercício muito comum no Qi Gong, uma arte MUITO interessante.

Love

Di

Dizem por aí

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Dizem por aí que a magia não existe...

que ser poeta é ser triste,

que a paixão não resiste,

que o mal nunca desiste.

Eu digo-lhes a eles que não é bem assim. A magia está sempre presente onde há natureza, onde há amor, onde há sentimento. 

Os poetas podem muito bem ser felizes e escrever sobre a beleza da vida.

A paixão pode ser reacendida vezes e vezes sem conta, tal como uma vela. Apenas é preciso fogo para que ela possa ser acesa. E claro, vontade para acender esse fogo. 

Quanto ao mal... esse existe e não desiste. Mas cabe-nos a nós escolher as lentes que usamos para filtrar a realidade. Muitos não sabem, mas temos uma opção chamada livre-arbítrio e dentro desse livre-arbítrio podemos escolher qual a perspectiva que queremos ter da nossa vida, da nossa realidade. Por isso podemos escolher se vemos ou não o mal. E dentro dessa auto-regulação podemos escolher ainda a intensidade/frequência. Fantástico, não é?

 

Hoje apeteceu-me. 

Deixo-vos uma dica: sintam-se. Sintam as vossas verdades, e não se esqueçam que para tudo há escolha. E mesmo que pareça que não há, há. Nem que seja apenas escolher a forma como encaramos as situações.

 

Love

Di

 

O 1º do Ano

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Feliz ano novo!

Com dois dias de atraso, mas mais vale tarde do que nunca. 2020 já lá vai, com toda a sua desorganização e desestruturação. Já estamos a escrever uma nova página, quer queiramos quer não. Não quero estar a entrar em clichês mas creio que este novo ano tem muito potencial. Podia ser mainstream e desmanchar aqui uma análise numerológica deste novo ano, e dizer que ia ser magnífico, e que está associado à mudança e transformação, à criatividade e liberdade, etc. Mas ia estar a ser banal. Assim pronto, já o disse. Fasten your seatbelts because we're going to hit turbulence. But in a good way. 

Está na hora de aplicar, de recomeçar, de renovar, de reciclar. Agora durante este mês de janeiro vamos entrar numa onde de "1º's do ano". O 1º pôr do sol do ano,  a 1ª corrida do ano, a 1ª ida à praia do ano, o 1º jantar de amigos do ano, a 1ª extravagância do ano, and so on. Este por exemplo é o 1º post do ano. E como se diz e muito bem em relação a todos os primeiros, ser o 1º não é sinónimo de qualidade. Por isso não se preocupem que o melhor está para vir. 

Vale a pena recordar que sim, abrimos uma nova página - ou talvez um novo caderno. Um caderno onde podemos escrever tudo o que quisermos.  E podemos fazer tudo o que nunca fizemos e desejamos fazer. Ou algo que já fizemos e queremos repetir mas ainda não tivemos oportunidade. Apesar de ser só um algarismo que muda, não deixa de ser uma nova chance de recomeçar. Mesmo que seja tudo fruto do psicológico. É tempo de definir objetivos, metas, e planos de ação. Isto para quem quer mudar alguma coisa. Para os que não pretendem fazê-lo, não têm de se sentir forçados. Foi apenas um algarismo que mudou.

Como em tudo na vida, também aqui é apenas uma questão de perspetivas.

Por isso, o meu conselho não podia ser mais básico e generalista: muda o que queres mudar, aproveita esta nova página. Se não queres mudar nada, não mudes. No entanto, deixo-te uma dica: aproveita para viver. Não SOBREvivas apenas.

 

Love,

Di

Um brinde a nós, Mulheres (e à feminilidade) - PT/EN

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Minhas queridas e queridos (sim, digo queridos porque todos temos um lado masculino e feminino),

Ontem quando estava prestes a adormecer tive a intuição de escrever este texto. É dedicado especialmente a nós Mulheres, mas não só. Também ao lado feminino, à feminilidade, que deve estar presente em cada um de nós.

Durante muitos anos ao longo da nossa história, as Mulheres foram alvo de perseguição, de chacota, de maus tratos, e de redução a um único papel: o de assegurar a manutenção da Casa - escrevo casa com letra grande porque aqui englobo também a continuidade geracional. Muitas destas Mulheres, não tiveram oportunidade de se conhecer, de se cuidar, de se explorar pois apenas serviam como meios para um fim. Eram as cuidadoras de quem ninguém cuidava. Aquelas que tinham a audácia de se explorar, de se conhecer, de se cuidar, eram muitas vezes categorizadas como bruxas e queimadas em fogueiras ou condenadas a fins cruéis. 

Durante estas eras negras, vivemos nos tempos áureos do Patriarcado. A masculinidade era constantemente celebrada, até mesmo nas Mulheres. Não mostrar qualquer vulnerabilidade, fazer fazer fazer, usar carapaças para esconder as emoções, usar apenas a lógica, a razão e os factos. Intuição? Esquece, ignora que isso não é importante. Sentir? Usa a cabeça, pá!

Aquela frase célebre "Um homem não chora" é uma prova disso. O ridicularizar do lado feminino presente em cada um de nós. Aquele bullying constante feito aos homens que mostravam um pouco de vulnerabilidade do estilo "isso são coisas de gajas!", tudo isso é a prova disto. Séculos e séculos de patriarcado e de tentar eliminar qualquer traço de feminilidade presente nos homens. 

E quais foram as consequências disto? Diria apenas e de forma simples, muitas e muito graves. No entanto não estou aqui para me focar nisso.

Sinto que finalmente as coisas estão a mudar. Têm vindo a mudar e continuam a mudar. Já era sem tempo! Cada vez vejo mais mulheres empoderadas e homens a aceitar a sua feminilidade. Claro que neste caso de mulheres empoderadas, não nego que algumas não estejam também a renegar o seu lado feminino, especialmente muitas vezes na forma como tratam outras mulheres. Mas a verdade é que todos temos os dois lados presentes em nós. E muitas vezes temos um desequilíbrio destas energias, mas cabe-nos a nós trabalhar para o seu equilíbrio.

E podemos muito bem em questões profissionais abraçar este lado mais masculino, mas no seio da nossa vida privada dar colinho ao nosso lado feminino. Nutri-lo, ouvi-lo, senti-lo. Usar a nossa intuição, criatividade, vulnerabilidade, seja na forma como nos relacionamos ou na forma como vivemos a nossa vida. E isto serve para todos. 

A filosofia Yin Yang está presente em todo o lado. As polaridades. Um não existe sem o outro. O sol e a lua. O lado masculino e o lado feminino. São opostos que se completam, não vivem um sem o outro. Feliz solstício de inverno (com um dia de atraso!) 

- // - 

EN

 

Dearly beloved,

 

Yesterday when I was about to fall asleep, I had the intuition to write this post. It is specially dedicated to us Women, but not exclusively. It's also dedicated to the feminine side and energy, femininity, that must be present in each one of us.

For many years along our history, Women have been to Hell and back. Either by persecution, harassment, any type of abuse and reduction to only one single role - House maintenance - I use capital H because it includes assuring the next generation (giving birth). Many of these Women didn't had the chance to get to know themselves, to take care of themselves or either just to explore themselves, who they really were and what were their likes and dislikes. Because they lived their entire lives fulfilling their role - taking care. They were the caregivers that no one took care. And the ones that stood their ground, that were brave enough to explore themselves, that took care of themselves, were for many times categorized as witches and were burnt in campfires or doomed to terrible endings.

These dark times, were Patriarchy's golden age. Masculinity was constantly celebrated, even in Women. Not showing any vulnerability, the "just do it" culture, using shields to hide emotions, the single use of logic and facts, all of these was "the right way". Intuition? Not to be used! Feeling things? STOP! THAT'S WRONG! This was the mindset back in those days (not so long ago).

That notorious quote "Men don't cry" is the big proof. Making fun of the feminine side inside each one of us has been a constant for centuries. There was a constant bullying going on to men who showed a little trace of vulnerability. If a man was being a little vulnerable or for instance enjoyed taking care of his body, or watching rom-com's he had to do it almost on private, otherwise he would hear other men saying something like "those are girl stuff/that's gay man". And of course it's not their fault to think like that. It's a mindset that's engrained in our cultures.

Of course this type of mentality had serious consequences and it still has, but I'm not here to focus on that.

I feel that things are finally changing. Step by step. They have been changing and they are still changing. We can see a little light by the end of the tunnel. Yey! Each day that passes I see more empowered women and more men accepting their vulnerability. To note that there's a few amount of empowered women who are disowning their feminine side to, specially when it comes to the way the treat other women. Because it's true that we all have a feminine and masculine side. And sometimes we have both imbalanced. But it's our job to restore it's balance. It's possible to combine both. We can use more often this masculine energy when it comes to work matters (do, do, do!) and still take care of ourselves, enjoy our self-care routines, use our intuition, our creativity, our vulnerability. Just be. And love. 

 

It's beautiful how Yin Yang's philosophy it's present everywhere, in every field of life. The polarities. The dualities. One doesn't exist without the other. The sun and the moon. The feminine and the masculine. Two opposites that complement each other. They don't exist without each other. It's the two that become One. 

Love ,

Di

Deixa-me contar-te uma história... / Tale of 2020

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Era uma vez um ano muito estranho chamado 2020.

No último dia de 2019, fiz este post, em que abordava o facto de ser final de década e o início de uma nova. No post em questão, fiz uma análise numerológica (baseada no que pesquisei online ) sobre o número 4 - correspondente a 2020. Nessa análise, feita por alguém que percebia ZERO do tópico, referi que esse número trazia estabilidade, segurança e equilíbrio. Sem sequer calcular o que estava para acontecer a seguir! 

Engraçado como as coisas são... Nesse mesmo post escrevi sobre o ter aprendido o significado das seguintes palavras: paciência, equilíbrio, humildade e mudança.

Agora a ler o que escrevi, acho realmente curioso. Faria sentido esse post ter sido escrito no final de 2020 e não no início. Parece que já tinha vivido tudo o que nem sequer imaginava que iria viver.

E porquê? O que foi 2020 para mim?

Foi uma espécie de montanha-russa.

O ano começou com uma busca pelo auto-conhecimento causada por instabilidade e insatisfação crescentes. Em janeiro fiz uma leitura de aura com a Marta que me ajudou a abrir a pestana. Em fevereiro assisti à minha primeira aula de yoga Kundalini com uma pessoa que me viria a inspirar bastante, a Chloé. Em março recebi a minha primeira massagem de Shiatsu, o país e o mundo pararam e também nesse mesmo mês comecei uma prática de meditação diária, graças à Chloé. Em abril comecei a interessar-me pelo meu corpo e por cuidar dele. Em maio escrevi como se não houvesse amanhã. Em junho lesionei-me no pé, estive de cama e comecei a repensar a minha vida e o meu caminho - certas ideias e interesses começaram a formar-se na minha mente. Em julho decidi aprender uma técnica terapêutica e refiz os 21 dias de Reiki, cujo 1º nível tinha feito em 2019 durante os meus "loucos anos 20".  Em agosto inscrevi-me num curso de Massagem Ayurvédica porque não encontrava nenhum de Shiatsu a iniciar em breve. Em setembro, através do Meditation Club, meditámos sobre as emoções e fiquei super leve; nesse mesmo mês abriu um curso de Shiatsu e inscrevi-me. Em outubro comecei o curso de Shiatsu e foi o meu aniversário, celebrado somente com as pessoas mais especiais. Em novembro, o nosso tópico de meditação foi a intuição (), fiz o meu 2º nível de Reiki e decidi aprender sobre Numerologia, campo que tal como mencionei no dia 31/12/2019 me despertava alguma curiosidade. O que nos traz a Dezembro. Ao culminar de todo este ano louco que foi 2020. 

Porque é que dizia que aquelas palavras deviam ter sido escritas no final de 2020? Porque realmente este ano vivi-as da forma mais plena. Tudo mudou, encontrei o meu equilíbrio, tive de desenvolver o triplo da paciência que já achava que tinha e sobretudo tive de ser humilde. Como não o ser? Realmente o que nós sabemos é apenas um grão de areia.

E no que toca à análise numerológica de 2020, a palavra "equilíbrio" não consta na vibração do número 4. Estabilidade e segurança, sim. E agora vocês que estão a ler isto devem estar a pensar "esta miúda está louca!! Estabilidade e segurança onde?" - sim de facto não é aparente, não. Mas o 4 tem a ver com as estruturas, a planificação, a organização... e foi como se muitas dessas coisas tivessem ruído, para novas se criarem. Foi uma reconstrução. No Tarot existe uma carta que é "A Torre". Faz mesmo jus a este ano. E em minha salvaguarda, o número 4 numa vibração desequilibrada também é instabilidade e desorganização. 

A boa notícia é que o próximo ano tem a vibração 5, o que à primeira vista parece ser bastante animador para todos nós. À partida, um ano de brilho e liberdade. Mas mais vale esperar para ver. Quanto a mim, sinto-me muito mais alinhada com o meu propósito e pronta para partilhar os meus dons e aprendizagens com o mundo.

 

E como os tempos mudam, hoje apetece-me escrever também em inglês 

 

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Once upon a time, there was a strange year called 2020.

On the last day of 2019, I wrote here on this blog about the year that was ending, and the beginning of a new era/decade. On that same post I made a numerological analysis where I mentioned the fact that the new year was a number 4. I did that analysis based on online research and the words I found were "stability", "balance" and "safety". Without even imagining what was going to happen next. Funny, right?

Life is a funny thing... On that same post I wrote that I had learnt the meaning of words, such as patience, balance, humility and change.

Now, reading what I wrote I really find it curious. It would've made a lot of sense if that post had been written by the end of 2020 and not the beginning. It almost looked like I had lived all the things I never thought I would live.

And why? How was my journey during this 2020?

It was like a roller coaster.

The year started with a search for my inner self, caused by a lot of ups and downs and insatisfaction. So, in january I had an aura reading with Marta which gave me a lot of good insights. In february I had my first Kundalini yoga class with someone that I didn't know it was going to be an inspiration, Chloé. In march I got my first Shiatsu massage, Portugal and the whole world were on a break and I started a daily meditation practice, thanks to Chloé. April was the month I started thinking about taking care of my body. In may, writing was my full time job. In june I hurt my foot and I spent days without moving, thinking about my life and my purpose - gaining insights! In july I decided my next step was learning some therapeutical technique, and I also returned to my Reiki practice, doing the 21 days again because the first time I had done it was in 2019 when I was "living la vida loca". In august I signed up for an Ayurvedic Massage course because I couldn't find any of Shiatsu starting soon. In september, the topic of our Meditation Club was emotions, a very powerful topic but a really good tool to get me lighter; during that same month I found out that a Shiatsu course was starting soon and I signed up, quitting the other one. In october the course started and it was my birthday, that I celebrated only with my closest friends and family - the ones that matter the most. In november, our meditation club topic was intuition, I did my 2nd level of Reiki - the transformation - and on that same month I decided to learn about my beloved numerology as I had mentioned it was my interest in 31st of december 2019. And here we are in december, almost at the end of this crazy and wild 2020.

Do you realize now why I said that those 4 words might have been written by the end of 2020 instead of 2019? Because during this year I really really lived them. Everything changed, I found my balance, I had to develop a huge amount of patience that I thought I had already reached and I had to be humble. How could I not? In fact, what we know is only a little grain of sand. And when it comes to the numerological analysis of 2020, "balance" does not correspond to the number 4. Stability and safety, yes. And now it's the time you ask me where do I see stability and safety in 2020! Well... indeed you cannot see through the naked eye. But 4 has to do with structures, planning, organizing... and it was as if many things had fallen apart, so that new things could rise. Similar to the Tarot card "the tower". It was a renewal, reconstruction, readjustment. And still about the number 4...  it's true that the number 4 in an imbalanced vibration means instability and disorganization - or in other words, chaos. So I wasn't so wrong about the words... I just wasn't thinking about extremes. 

Don't worry, next year has a vibration of 5 which seems like a breath of fresh air. A lot of freedom and flexibility has it looks like. But it would be safer to just wait and see. As for me, I feel aligned and ready to share my gifts and learnings with the world.

 

Love,

Di 

 

Uma Nova Página

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

Este ano começou para mim de forma diferente de todos os outros. Não a celebração em si, porque essa foi semelhante a outras tantas no que toca ao tipo de evento. Refiro-me à sensação que me invadiu quando senti 2020 a entrar. Senti que seria um ano de mudança. Um ano de quebrar com todos os padrões e mudar o que estava errado na minha vida. 

Logo em Janeiro, mal o ano tinha acabado de começar, fiz uma leitura de aura que me deixou a pensar... Eu já sabia que algo estava errado, e que a vida que levava não me dava felicidade, mas ali, durante 1h30 tive novamente a prova disso, dito por alguém que nunca me tinha visto.

O meu trabalho na altura, era por sinal bastante livre e divertido, mas ao mesmo tempo muito instável. E a juntar a isso, os fatores externos não ajudavam. A azáfama de Lisboa e do seu trânsito punham-me em constante fight or flight mode, sempre com o sistema nervoso simpático (nada simpático!) em ação e isso para uma pessoa ansiosa não é a melhor combinação. A juntar a isso, a vida que levava também não era propriamente a mais saudável. Essencialmente boémia, a viver como um bon vivant. Podia culpar a constante agitação Lisboa, que naquele momento era quase o centro do mundo, e dizer que era impossível estar quieta, mas não vou ser assim. Era mesmo eu que não tinha as minhas prioridades bem definidas.

Num saltinho já estamos em Março e pára tudo. Dá-se um shut down geral, vai tudo para casa e eu tenho de abandonar Lisboa, e vou para um lugar que é exatamente o oposto. 

É aqui que se dá a reviravolta, o twist desta história. Acabou-se a vida boémia, acabou-se o stress da cidade e do trânsito, agora está o mundo inteiro incluindo eu, em modo pausa. Tudo parado, não mexe uma palha. Sei que nas ruas não se vê vivalma, está tudo em casa e eu por aqui estou a fazer o mesmo. À minha maneira, com os recursos que tenho disponíveis. 

O que os outros fizeram, não sei. Mas eu introduzi novos hábitos que já há muito que tencionava introduzir mas arranjava sempre desculpas. Acabaram-se as desculpas. Queres uma coisa, vai atrás dela, faz por isso. Demorei algum tempo a perceber, é verdade. Durante algum tempo, talvez nos primeiros meses, estava a "meio gás". "Ok, introduzi novos hábitos mas ainda mantenho alguns antigos". Também não estava preparada para ser radical. Mas à medida que o tempo ia passando, não fazia sentido manter certos hábitos. Era uma incoerência. E se isso era tudo o que eu inicialmente já queria deixar para trás, para quê levar comigo? 

Assim o fiz. Deixei os antigos, ganhei alguns novos, sai da minha zona de conforto, desafiei-me. Criei rotinas que nunca tinha criado e que julguei serem impossíveis. Aprendi que a palavra impossível não existe. Ganhei ainda mais certezas que temos o poder de fazer O QUE QUEREMOS com a nossa vida (aquilo que conseguimos controlar, calma!) e também percebi (já sabia, mas é sempre bom reforçar) que somos muito bons a dar desculpas. No meu caso concreto, passei anos a dar desculpas e a acreditar nelas, só porque a minha mente ainda não tinha feito o click para essa mudança.

Mas é engraçado como somos capazes de passar anos, já com essa consciência, a verbalizar o que queremos mudar e a nossa mente demora tanto tempo a fazê-lo. É uma espécie de manipulação que fazemos a nós próprios e aos outros que nos ouvem. Enfim, mais vale tarde do que nunca. 

Qual é o objetivo deste post?

Nenhum. Apeteceu-me partilhar esta história e relembrar a todos os que leiam que só nós temos o poder de mudar aquilo que está mal dentro de nós. Se nos sentimos mal connosco, ou com os nossos hábitos, ou até se sentimos que não estamos a ser autênticos e a viver de acordo com aquilo que acreditamos, só nós o podemos mudar. Está tudo na nossa mente. E mudando o que está dentro, o que está fora também acaba por mudar em consequência. Quando mudamos a cor das lentes, vemos a realidade com outra cor. Sometimes that's all it takes.

 

Love,

Di

 

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Paciência...

Alguém um dia me disse que a escrita tinha de ser feita com o coração e não com a mente. Pois bem, tinha razão. Às vezes não é fácil. Os nossos pensamentos estão, por assim dizer, muito mais à mão do que os nossos sentimentos. Sempre achei que sentia muito, mas numa viagem às profundezas do meu ser, descobri que não era bem assim. Afinal pensava era muito sobre sentimentos. Irónico, não? Uma pessoa que acha que sente, mas afinal não sente, apenas pensa sobre sentimentos e acaba a senti-los empaticamente. Parece digno de um filme. Por acaso esta noite sonhei com o David Lynch. Ou melhor... não me consigo lembrar da sua cara, nem das circunstâncias, mas lembro-me do seu nome associado ao meu sonho, e de termos conversado. Foi interessante. Estava a sonhar que estava a sonhar mas pelos vistos o meu sonho estava a ser filmado.

Bem, mas voltando à história dos sentimentos e pensamentos. Seria de esperar que conseguíssemos separar quando pensar e quando sentir. E fazê-lo em alturas distintas. Não meter tudo na liquidificadora e no final tomar um "delicioso" batido de pensamentos e sentimentos tudo misturado. Uma bela "mixórdia". Para conseguir atingir esse fim, o meio ideal será a paciência. Essa palavra que anda por toda a parte... que muitas vezes tentamos apagar com corretor, com borracha, e tudo o que temos à mão, para que passe despercebida, mas no final ela está sempre lá. Ao estilo de "podes fugir, mas não te podes esconder". Por mais que se tente menosprezar a paciência, no final, ela virá sempre à tona. A Paciência é casada com o Tempo. Não há um sem o outro. No entanto, os sinais são sempre evidentes. Quando a paciência é colocada no cesto do lixo, ou guardada dentro de mil caixinhas para não incomodar, os resultados são trágicos. Mas claro está, essas respostas e "dicas" de como viver em paz, estão sempre espelhadas na nossa querida natureza. Não podemos obrigar uma semente a germinar ao ritmo que queremos. Ela simplesmente ignora e pede-nos paciência. Não podemos acelerar o tempo, e passar de segunda imediatamente para sábado... Ele pede-nos paciência. Não podemos mandar o COVID para aquele sítio começado por C e fazer a nossa vida normal, precisamos de paciência. Ela está sempre aí, a malandra. Mas é uma malandra boa, quando a ouvimos e respeitamos, tudo flui, floresce e nasce. Ou renasce. Aqui o "point" é que realmente, por muito que fosse o desejo de ter o total controle sobre as nossas vidas, sobre o mundo ou sobre o que seja, precisamos de paciência.

Voltando ao tópico inicial, também é esta a resposta. O pensar sobre sentimentos e achar que os sentimos, é um reflexo de falta de paciência. Há que respirar fundo. Uma, duas, três, dez vezes. Muitas vezes é só a pressa ou o desejo de sentir tais emoções/sentimentos, que nos põe nessa corrida emocional. Outras vezes a empatia. É estranho. Mas nesses momentos, é preciso ter paciência.

Dicas: em primeiro lugar, respirar fundo. De seguida, contemplar o assunto de forma racional e idealmente com alguma distância. Caso seja possível cumprir este segundo passo, chegámos à resposta. A questão era da mente racional, e não emocional. Pensamento sobre sentimento, ao invés de sentimento.

 

Está trovoada como eu gosto, e dá-me para falar sobre estas coisas.

 

#LittleMissSunset

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*Saudades do gato do meu vizinho, que era quase como meu, e do meu terraço. Há que ter Paciência.

 

 

Yin-Yangs da Vida

Faz tempo que já não escrevia nada aqui. Não quer isso dizer que não fosse escrevendo em papel. Há certas coisas que na minha opinião devem manter-se, mesmo que o avanço tecnológico nos dê outras alternativas. Para mim, escrever em papel utilizando caneta é uma delas. Podem dizer o que quiserem dos livros virtuais, mas não há nada como um livro físico. O seu cheiro, o toque das suas páginas tornam-no especial. Este pensamento, sem eu ter planeado, leva-me à situação do momento. Uma pequena analogia. 

Vivemos tempos de pandemia e consequente quarentena, algo nunca antes visto pelas gerações de pessoas que habitam este planeta. Muitos dos que cá andam já viveram pandemias mas nenhuns tiveram de passar por esta quarentena. Claro que muitos já experienciaram a sensação de quarentena, fosse por estarem a recuperar de uma cirurgia, de um osso partido, ou de qualquer outra patologia que os impedisse de realizar a sua vida normal. Mas não desta forma.

Falamos de milhões de pessoas por esse mundo fora, fechadas nas suas casas, muitos sem qualquer contacto exterior, e sem contactar com os seus amigos ou entes queridos. Não são tempos fáceis. Muito menos para quem está na frente do combate, claro está.

Os céticos e os negativistas, dizem que não é possível ver um lado positivo nisto. E talvez não seja, pois nenhuma doença que atinge os países com estas proporções, criando cenários apocalípticos o é.

No entanto, como em todas as coisas, existem sempre dois lados. O Yin-Yang da coisa. O Yin-Yang, para quem não sabe, é um princípio que explora a dualidade. O paradoxo. A lua e o sol. Conceitos opostos, pólos, que se completam.

Sim, é possível numa situação haver o lado mau e o lado bom. Há sempre. Nesta, talvez seja difícil de encontrar. Mais para uns do que para outros, claro. Por outro lado, na minha análise pessoal, consegui encontrar alguns aspectos positivos. Seja a aquisição de tempo, a "lufada" de ar fresco que estamos a dar à natureza, ou mesmo a oportunidade para pessoas - famílias - se conhecerem e passarem tempo juntas. Ou até a descoberta de novos talentos. O Yin-Yang é isso mesmo. Há o preto e o branco, que representam o negativo e o positivo, a mulher e o homem, a passividade e a atividade. Mas dentro do preto, existe uma bolinha branca, e dentro do branco existe uma bolinha preta. Isso mostra-nos várias coisas, uma delas é que não existem um sem o outro, nem no plano geral, nem no plano detalhado. Nada é perfeito, nada vai ter só um lado. É a cara ou coroa da vida.

Voltando à analogia de cima. Para mim, um ser que aprecia as coisas boas da vida e o contacto com pessoas, o Yin deste caso seria o livro virtual. Quem gosta mesmo de ler, lê em qualquer circunstância, seja num e-book ou num livro "físico". Mas esses mesmos apreciadores, sabem que nada é melhor do que ter um livro nas suas mãos. Como é que isto se aplica ao momento atual?

Para mim, as relações humanas estão a sofrer um pouco desse síndrome. O contacto físico é o livro de papel, que podemos tocar. Mas neste momento apenas temos e-books e nada mais. Que é como quem diz, temos vídeo-chamadas, audios, chamadas normais. Dá para matar a sede de "leitura" mas não é a mesma coisa que sentir o livro. Mas se realmente gostamos tanto de ler, e dos nossos livros, respeitamos o não poder ir à livraria ou à biblioteca e esperamos. Nos entretantos aproveitamos para matar essa sede de leitura, com os tais "e-books". Ou contactos virtuais. Esta seria então a "passividade" da coisa, algo que temos de aceitar.

Então e o Yang? Bom, o Yang por si só é a atividade, é o sol, é a vida, o calor. E tantos outros que não sairia daqui. Qual é o Yang desta situação? Na minha óptica (e cada um tem a sua), o Yang de tudo isto é o tempo que temos, a possibilidade de aprendermos novas atividades, criar novos hábitos, de desenvolver relações já existentes, de dar asas à nossa criatividade, entre outras coisas.

Claro que isto pode ser tudo uma questão de ópticas. Se alguém decidir só ver um lado, só vê esse lado e acabou. É tudo uma questão de perspetivas. Mas o que é que na vida não o é? Dizem que a vida somos nós que a fazemos, e é verdade. Começa tudo na forma como olhamos para as coisas, onde lançamos o nosso foco. 

Para muitos isto serão apenas "balelas", mas para mim são verdades absolutas. Há sempre dois lados, duas formas de ver, nada é perfeito e portanto temos de conviver com isso. O truque aqui é encontrar o equilíbrio entre uma e outra. Tanto o sol como a lua, cada um tem a sua função. E vivem em perfeita harmonia um com o outro.

O meu conselho para os tempos que correm, é que tentem encontrar o vosso Yang dentro deste Yin. Em português pode ser traduzido como: tirar o melhor partido da situação. 

Someone once told me that balance is the key. Eu sou balança, por isso esta frase faz imenso sentido para mim. Encontrar o equilíbrio no meio de forças opostas.

E como o Bob Marley dizia "Don't worry, about a thing. 'Cause every little thing is gonna be alright..." :)

Little Miss Sunset

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*fotografia tirada em Lisboa há meses, quando ainda estava por lá. Saudades de te ver, Lisboa.

 

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