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Pés na Terra, Cabeça na lua

Para ler e sentir.

Pés na Terra, Cabeça na lua

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Um brinde a nós, Mulheres (e à feminilidade) - PT/EN

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Minhas queridas e queridos (sim, digo queridos porque todos temos um lado masculino e feminino),

Ontem quando estava prestes a adormecer tive a intuição de escrever este texto. É dedicado especialmente a nós Mulheres, mas não só. Também ao lado feminino, à feminilidade, que deve estar presente em cada um de nós.

Durante muitos anos ao longo da nossa história, as Mulheres foram alvo de perseguição, de chacota, de maus tratos, e de redução a um único papel: o de assegurar a manutenção da Casa - escrevo casa com letra grande porque aqui englobo também a continuidade geracional. Muitas destas Mulheres, não tiveram oportunidade de se conhecer, de se cuidar, de se explorar pois apenas serviam como meios para um fim. Eram as cuidadoras de quem ninguém cuidava. Aquelas que tinham a audácia de se explorar, de se conhecer, de se cuidar, eram muitas vezes categorizadas como bruxas e queimadas em fogueiras ou condenadas a fins cruéis. 

Durante estas eras negras, vivemos nos tempos áureos do Patriarcado. A masculinidade era constantemente celebrada, até mesmo nas Mulheres. Não mostrar qualquer vulnerabilidade, fazer fazer fazer, usar carapaças para esconder as emoções, usar apenas a lógica, a razão e os factos. Intuição? Esquece, ignora que isso não é importante. Sentir? Usa a cabeça, pá!

Aquela frase célebre "Um homem não chora" é uma prova disso. O ridicularizar do lado feminino presente em cada um de nós. Aquele bullying constante feito aos homens que mostravam um pouco de vulnerabilidade do estilo "isso são coisas de gajas!", tudo isso é a prova disto. Séculos e séculos de patriarcado e de tentar eliminar qualquer traço de feminilidade presente nos homens. 

E quais foram as consequências disto? Diria apenas e de forma simples, muitas e muito graves. No entanto não estou aqui para me focar nisso.

Sinto que finalmente as coisas estão a mudar. Têm vindo a mudar e continuam a mudar. Já era sem tempo! Cada vez vejo mais mulheres empoderadas e homens a aceitar a sua feminilidade. Claro que neste caso de mulheres empoderadas, não nego que algumas não estejam também a renegar o seu lado feminino, especialmente muitas vezes na forma como tratam outras mulheres. Mas a verdade é que todos temos os dois lados presentes em nós. E muitas vezes temos um desequilíbrio destas energias, mas cabe-nos a nós trabalhar para o seu equilíbrio.

E podemos muito bem em questões profissionais abraçar este lado mais masculino, mas no seio da nossa vida privada dar colinho ao nosso lado feminino. Nutri-lo, ouvi-lo, senti-lo. Usar a nossa intuição, criatividade, vulnerabilidade, seja na forma como nos relacionamos ou na forma como vivemos a nossa vida. E isto serve para todos. 

A filosofia Yin Yang está presente em todo o lado. As polaridades. Um não existe sem o outro. O sol e a lua. O lado masculino e o lado feminino. São opostos que se completam, não vivem um sem o outro. Feliz solstício de inverno (com um dia de atraso!) 

- // - 

EN

 

Dearly beloved,

 

Yesterday when I was about to fall asleep, I had the intuition to write this post. It is specially dedicated to us Women, but not exclusively. It's also dedicated to the feminine side and energy, femininity, that must be present in each one of us.

For many years along our history, Women have been to Hell and back. Either by persecution, harassment, any type of abuse and reduction to only one single role - House maintenance - I use capital H because it includes assuring the next generation (giving birth). Many of these Women didn't had the chance to get to know themselves, to take care of themselves or either just to explore themselves, who they really were and what were their likes and dislikes. Because they lived their entire lives fulfilling their role - taking care. They were the caregivers that no one took care. And the ones that stood their ground, that were brave enough to explore themselves, that took care of themselves, were for many times categorized as witches and were burnt in campfires or doomed to terrible endings.

These dark times, were Patriarchy's golden age. Masculinity was constantly celebrated, even in Women. Not showing any vulnerability, the "just do it" culture, using shields to hide emotions, the single use of logic and facts, all of these was "the right way". Intuition? Not to be used! Feeling things? STOP! THAT'S WRONG! This was the mindset back in those days (not so long ago).

That notorious quote "Men don't cry" is the big proof. Making fun of the feminine side inside each one of us has been a constant for centuries. There was a constant bullying going on to men who showed a little trace of vulnerability. If a man was being a little vulnerable or for instance enjoyed taking care of his body, or watching rom-com's he had to do it almost on private, otherwise he would hear other men saying something like "those are girl stuff/that's gay man". And of course it's not their fault to think like that. It's a mindset that's engrained in our cultures.

Of course this type of mentality had serious consequences and it still has, but I'm not here to focus on that.

I feel that things are finally changing. Step by step. They have been changing and they are still changing. We can see a little light by the end of the tunnel. Yey! Each day that passes I see more empowered women and more men accepting their vulnerability. To note that there's a few amount of empowered women who are disowning their feminine side to, specially when it comes to the way the treat other women. Because it's true that we all have a feminine and masculine side. And sometimes we have both imbalanced. But it's our job to restore it's balance. It's possible to combine both. We can use more often this masculine energy when it comes to work matters (do, do, do!) and still take care of ourselves, enjoy our self-care routines, use our intuition, our creativity, our vulnerability. Just be. And love. 

 

It's beautiful how Yin Yang's philosophy it's present everywhere, in every field of life. The polarities. The dualities. One doesn't exist without the other. The sun and the moon. The feminine and the masculine. Two opposites that complement each other. They don't exist without each other. It's the two that become One. 

Love ,

Di

Deixa-me contar-te uma história... / Tale of 2020

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Era uma vez um ano muito estranho chamado 2020.

No último dia de 2019, fiz este post, em que abordava o facto de ser final de década e o início de uma nova. No post em questão, fiz uma análise numerológica (baseada no que pesquisei online ) sobre o número 4 - correspondente a 2020. Nessa análise, feita por alguém que percebia ZERO do tópico, referi que esse número trazia estabilidade, segurança e equilíbrio. Sem sequer calcular o que estava para acontecer a seguir! 

Engraçado como as coisas são... Nesse mesmo post escrevi sobre o ter aprendido o significado das seguintes palavras: paciência, equilíbrio, humildade e mudança.

Agora a ler o que escrevi, acho realmente curioso. Faria sentido esse post ter sido escrito no final de 2020 e não no início. Parece que já tinha vivido tudo o que nem sequer imaginava que iria viver.

E porquê? O que foi 2020 para mim?

Foi uma espécie de montanha-russa.

O ano começou com uma busca pelo auto-conhecimento causada por instabilidade e insatisfação crescentes. Em janeiro fiz uma leitura de aura com a Marta que me ajudou a abrir a pestana. Em fevereiro assisti à minha primeira aula de yoga Kundalini com uma pessoa que me viria a inspirar bastante, a Chloé. Em março recebi a minha primeira massagem de Shiatsu, o país e o mundo pararam e também nesse mesmo mês comecei uma prática de meditação diária, graças à Chloé. Em abril comecei a interessar-me pelo meu corpo e por cuidar dele. Em maio escrevi como se não houvesse amanhã. Em junho lesionei-me no pé, estive de cama e comecei a repensar a minha vida e o meu caminho - certas ideias e interesses começaram a formar-se na minha mente. Em julho decidi aprender uma técnica terapêutica e refiz os 21 dias de Reiki, cujo 1º nível tinha feito em 2019 durante os meus "loucos anos 20".  Em agosto inscrevi-me num curso de Massagem Ayurvédica porque não encontrava nenhum de Shiatsu a iniciar em breve. Em setembro, através do Meditation Club, meditámos sobre as emoções e fiquei super leve; nesse mesmo mês abriu um curso de Shiatsu e inscrevi-me. Em outubro comecei o curso de Shiatsu e foi o meu aniversário, celebrado somente com as pessoas mais especiais. Em novembro, o nosso tópico de meditação foi a intuição (), fiz o meu 2º nível de Reiki e decidi aprender sobre Numerologia, campo que tal como mencionei no dia 31/12/2019 me despertava alguma curiosidade. O que nos traz a Dezembro. Ao culminar de todo este ano louco que foi 2020. 

Porque é que dizia que aquelas palavras deviam ter sido escritas no final de 2020? Porque realmente este ano vivi-as da forma mais plena. Tudo mudou, encontrei o meu equilíbrio, tive de desenvolver o triplo da paciência que já achava que tinha e sobretudo tive de ser humilde. Como não o ser? Realmente o que nós sabemos é apenas um grão de areia.

E no que toca à análise numerológica de 2020, a palavra "equilíbrio" não consta na vibração do número 4. Estabilidade e segurança, sim. E agora vocês que estão a ler isto devem estar a pensar "esta miúda está louca!! Estabilidade e segurança onde?" - sim de facto não é aparente, não. Mas o 4 tem a ver com as estruturas, a planificação, a organização... e foi como se muitas dessas coisas tivessem ruído, para novas se criarem. Foi uma reconstrução. No Tarot existe uma carta que é "A Torre". Faz mesmo jus a este ano. E em minha salvaguarda, o número 4 numa vibração desequilibrada também é instabilidade e desorganização. 

A boa notícia é que o próximo ano tem a vibração 5, o que à primeira vista parece ser bastante animador para todos nós. À partida, um ano de brilho e liberdade. Mas mais vale esperar para ver. Quanto a mim, sinto-me muito mais alinhada com o meu propósito e pronta para partilhar os meus dons e aprendizagens com o mundo.

 

E como os tempos mudam, hoje apetece-me escrever também em inglês 

 

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Once upon a time, there was a strange year called 2020.

On the last day of 2019, I wrote here on this blog about the year that was ending, and the beginning of a new era/decade. On that same post I made a numerological analysis where I mentioned the fact that the new year was a number 4. I did that analysis based on online research and the words I found were "stability", "balance" and "safety". Without even imagining what was going to happen next. Funny, right?

Life is a funny thing... On that same post I wrote that I had learnt the meaning of words, such as patience, balance, humility and change.

Now, reading what I wrote I really find it curious. It would've made a lot of sense if that post had been written by the end of 2020 and not the beginning. It almost looked like I had lived all the things I never thought I would live.

And why? How was my journey during this 2020?

It was like a roller coaster.

The year started with a search for my inner self, caused by a lot of ups and downs and insatisfaction. So, in january I had an aura reading with Marta which gave me a lot of good insights. In february I had my first Kundalini yoga class with someone that I didn't know it was going to be an inspiration, Chloé. In march I got my first Shiatsu massage, Portugal and the whole world were on a break and I started a daily meditation practice, thanks to Chloé. April was the month I started thinking about taking care of my body. In may, writing was my full time job. In june I hurt my foot and I spent days without moving, thinking about my life and my purpose - gaining insights! In july I decided my next step was learning some therapeutical technique, and I also returned to my Reiki practice, doing the 21 days again because the first time I had done it was in 2019 when I was "living la vida loca". In august I signed up for an Ayurvedic Massage course because I couldn't find any of Shiatsu starting soon. In september, the topic of our Meditation Club was emotions, a very powerful topic but a really good tool to get me lighter; during that same month I found out that a Shiatsu course was starting soon and I signed up, quitting the other one. In october the course started and it was my birthday, that I celebrated only with my closest friends and family - the ones that matter the most. In november, our meditation club topic was intuition, I did my 2nd level of Reiki - the transformation - and on that same month I decided to learn about my beloved numerology as I had mentioned it was my interest in 31st of december 2019. And here we are in december, almost at the end of this crazy and wild 2020.

Do you realize now why I said that those 4 words might have been written by the end of 2020 instead of 2019? Because during this year I really really lived them. Everything changed, I found my balance, I had to develop a huge amount of patience that I thought I had already reached and I had to be humble. How could I not? In fact, what we know is only a little grain of sand. And when it comes to the numerological analysis of 2020, "balance" does not correspond to the number 4. Stability and safety, yes. And now it's the time you ask me where do I see stability and safety in 2020! Well... indeed you cannot see through the naked eye. But 4 has to do with structures, planning, organizing... and it was as if many things had fallen apart, so that new things could rise. Similar to the Tarot card "the tower". It was a renewal, reconstruction, readjustment. And still about the number 4...  it's true that the number 4 in an imbalanced vibration means instability and disorganization - or in other words, chaos. So I wasn't so wrong about the words... I just wasn't thinking about extremes. 

Don't worry, next year has a vibration of 5 which seems like a breath of fresh air. A lot of freedom and flexibility has it looks like. But it would be safer to just wait and see. As for me, I feel aligned and ready to share my gifts and learnings with the world.

 

Love,

Di 

 

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