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Pés na Terra, Cabeça na lua

Para ler e sentir.

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Uma Nova Página

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

Este ano começou para mim de forma diferente de todos os outros. Não a celebração em si, porque essa foi semelhante a outras tantas no que toca ao tipo de evento. Refiro-me à sensação que me invadiu quando senti 2020 a entrar. Senti que seria um ano de mudança. Um ano de quebrar com todos os padrões e mudar o que estava errado na minha vida. 

Logo em Janeiro, mal o ano tinha acabado de começar, fiz uma leitura de aura que me deixou a pensar... Eu já sabia que algo estava errado, e que a vida que levava não me dava felicidade, mas ali, durante 1h30 tive novamente a prova disso, dito por alguém que nunca me tinha visto.

O meu trabalho na altura, era por sinal bastante livre e divertido, mas ao mesmo tempo muito instável. E a juntar a isso, os fatores externos não ajudavam. A azáfama de Lisboa e do seu trânsito punham-me em constante fight or flight mode, sempre com o sistema nervoso simpático (nada simpático!) em ação e isso para uma pessoa ansiosa não é a melhor combinação. A juntar a isso, a vida que levava também não era propriamente a mais saudável. Essencialmente boémia, a viver como um bon vivant. Podia culpar a constante agitação Lisboa, que naquele momento era quase o centro do mundo, e dizer que era impossível estar quieta, mas não vou ser assim. Era mesmo eu que não tinha as minhas prioridades bem definidas.

Num saltinho já estamos em Março e pára tudo. Dá-se um shut down geral, vai tudo para casa e eu tenho de abandonar Lisboa, e vou para um lugar que é exatamente o oposto. 

É aqui que se dá a reviravolta, o twist desta história. Acabou-se a vida boémia, acabou-se o stress da cidade e do trânsito, agora está o mundo inteiro incluindo eu, em modo pausa. Tudo parado, não mexe uma palha. Sei que nas ruas não se vê vivalma, está tudo em casa e eu por aqui estou a fazer o mesmo. À minha maneira, com os recursos que tenho disponíveis. 

O que os outros fizeram, não sei. Mas eu introduzi novos hábitos que já há muito que tencionava introduzir mas arranjava sempre desculpas. Acabaram-se as desculpas. Queres uma coisa, vai atrás dela, faz por isso. Demorei algum tempo a perceber, é verdade. Durante algum tempo, talvez nos primeiros meses, estava a "meio gás". "Ok, introduzi novos hábitos mas ainda mantenho alguns antigos". Também não estava preparada para ser radical. Mas à medida que o tempo ia passando, não fazia sentido manter certos hábitos. Era uma incoerência. E se isso era tudo o que eu inicialmente já queria deixar para trás, para quê levar comigo? 

Assim o fiz. Deixei os antigos, ganhei alguns novos, sai da minha zona de conforto, desafiei-me. Criei rotinas que nunca tinha criado e que julguei serem impossíveis. Aprendi que a palavra impossível não existe. Ganhei ainda mais certezas que temos o poder de fazer O QUE QUEREMOS com a nossa vida (aquilo que conseguimos controlar, calma!) e também percebi (já sabia, mas é sempre bom reforçar) que somos muito bons a dar desculpas. No meu caso concreto, passei anos a dar desculpas e a acreditar nelas, só porque a minha mente ainda não tinha feito o click para essa mudança.

Mas é engraçado como somos capazes de passar anos, já com essa consciência, a verbalizar o que queremos mudar e a nossa mente demora tanto tempo a fazê-lo. É uma espécie de manipulação que fazemos a nós próprios e aos outros que nos ouvem. Enfim, mais vale tarde do que nunca. 

Qual é o objetivo deste post?

Nenhum. Apeteceu-me partilhar esta história e relembrar a todos os que leiam que só nós temos o poder de mudar aquilo que está mal dentro de nós. Se nos sentimos mal connosco, ou com os nossos hábitos, ou até se sentimos que não estamos a ser autênticos e a viver de acordo com aquilo que acreditamos, só nós o podemos mudar. Está tudo na nossa mente. E mudando o que está dentro, o que está fora também acaba por mudar em consequência. Quando mudamos a cor das lentes, vemos a realidade com outra cor. Sometimes that's all it takes.

 

Love,

Di

 

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